Sindicatos dão início à implantação do Pass-Carne/MS04/02/2009 Sindicatos dão início à implantação do Pass-Carne/MSO Sindicato Rural de Campo Grande deu iniciou em janeiro ao registro do cadastro das marcas de origem a fogo por IE (Inscrição Estadual) dos produtores de Campo Grande. Segundo o presidente da entidade, José Lemos Monteiro, este é o primeiro passo para a implantação do sistema de rastreabilidade Pass-Carne/MS (Passaporte da Carne Bovina de Mato Grosso do Sul). O projeto, intitulado Pass-Carne/MS foi desenvolvido para garantir rastreabilidade animal, por meio da marca de origem a fogo, GTA (Guia de Trânsito Animal), Nota Fiscal e Identificação Individual dos animais na terminação. Foi idealizado e desenvolvido pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do MS) no Núcleo Estratégico para Modernizar o Agronegócio de Mato Grosso do Sul. Para aderir ao sistema, o produtor deverá contar com um Médico Veterinário - Responsável Técnico – pela propriedade, possuir pasto quarentenário, ter local próprio para a destruição dos cadáveres de animais, possuir marca de origem registrada no Sindicato Rural e controlar os registros de eventos da propriedade. Para o criador Wilson Igi, membro da entidade e detentor do registro de n.º 001 – obtido junto ao cadastro do sindicato rural na primeira quinzena de janeiro, o processo de registro junto ao sindicato é o primeiro passo para o sistema rodar. “Foi muito simples, nossa propriedade já possuía todos os requisitos, inclusive o médico veterinário”, comemora. Cumpridos estes requisitos, o produtor recebe a autorização para confeccionar sua marca em aço inox, com as seguintes especificações: 3,5 cm de altura por 9 cm de largura; onde estarão contidos três números, letras ou a combinação entre eles. Além do sinal que a identifica de acordo com a região geográfica de sua propriedade. “Confeccionada, o produtor manda para ao sindicato uma prova na almofada e a foto de um animal marcado com ela. Feito isto, a marca está registrada oficialmente no Pass-Carne”, explica Igi. Segundo José Lemos, para não ter duplicidade nas marcas, os 78 municípios do Estado foram divididos em 7 grandes regiões (Central, Noroeste, Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Sudeste). Assim, as respectivas marcas terão uma sinalização superior ou inferior para distingui-las. “A marca de origem é única, por Inscrição Estadual (IE), e feita na face direita do animal”, e acrescenta, “Ela não poderá ser adulterada e sua confecção e marcação serão de responsabilidade do produtor”, destaca. Para o segundo passo do sistema, além da marca devidamente cadastrada, haverá a identificação e cadastro na terminação, por meio de Brinco na orelha direita, onde constará o nome do programa, o código da inscrição estadual do criador, o número sequencial de manejo e também um código de barras, onde estará codificada a inscrição estadual e o número seqüencial de manejo da propriedade, agilizando os trabalhos por meio de leitores óticos. “A identificação individual destes animais com marca de origem será o segundo passo”, explica Igi. Segundo José Lemos, um dos destaques do Pass-Carne é participação efetiva dos sindicatos rurais no cadastramento das propriedades e a adoção de todas as exigências quanto às garantias sanitárias para a gestão de riscos, com adoção de quarentena. “De áreas não habilitadas, mesmo dentro do sistema, será de 15 dias, assim como quando vier de outros estados”, destaca. Quanto ao prazo de uso dos brincos individuais na terminação, respeitará os requisitos exigidos pelos mercados consumidores. Estes prazos serão iniciados com a inserção dos animais no banco de dados do sistema (fase final do projeto). A respeito da identificação eletrônica (chip), será opcional no programa.
Apoio:
|
