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PECUÁRIA | 29/06/2018

Adubação do pasto sem manejo adequado acarreta em grandes prejuízos

Durante Rally da Pecuária, Maurício Nogueira destaca MS no cenário nacional

 

Uma alternativa sem custos para uma boa rentabilidade é o manejo bem feito. Segundo a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Mariana Pereira, um dos experimentos que não vinculou adubação e manejo adequado, constatou o prejuízo na casa de R$ 1,2 mil por hectare. Os dados foram apresentados por ela durante a passagem do Rally da Pecuária, no Sindicato Rural de Campo Grande, nesta sexta-feira (29).

 

“Colocávamos mais adubo, em uma pastagem que não tinha condição de responder, então acertar o manejo da pastagem pode ser o fator mais importante. E muitas vezes isso é possível fazer sem custo nenhum, apenas manejando a lotação do pasto, conseguimos ter um retorno melhor”, detalha a pesquisadora.

 

“Pastagem realmente é um fator crítico da pecuária que vem melhorando. O Rally da Pecuária mostrou os dados da redução de área de pastagem, com o aumento de produtividade e da produção. E é isso que vai acontecer, recursos escassos e uma disputa por oportunidades no uso desses recursos e, com isso, só vai prevalecer aquela atividade que compensa para o produtor”, completa Mariana.

 

Além das questões de manejo e adubação do solo, a equipe do Rally da Pecuária, projeto coordenado pelo consultor Mauricio Nogueira, identificou diversas situações em Mato Grosso do Sul. “Aqui temos várias condições diferentes de pecuária, com alto aporte tecnológico, com integração, de forma intensiva entre outras maneiras. Quando medimos os dados do Rally no quesito produtividade, este Estado está acima da média. O pecuarista daqui está mais acelerado em relação ao todo”, destaca.

 

“Mas ai temos o caso do Pantanal, um bioma com fatores limitantes, para se colocar uma intensificação muito alta, que permite melhorar a produtividade, mas dentro de um limite. E a pecuária indo para um nível de exigência muito alto, com a tendência de que os preços se adaptem a essa produtividade de alta, cria-se uma dificuldade para o produtor pantaneiro, fazendo com que ele se posicione, em cadeia, em prol de uma valorização de mercado, agregar valor. O ideal seria ter uma marca para o boi do Pantanal , que chegue no mercado valendo mais, o que não é um trabalho fácil de se fazer, mas trata-se de uma alternativa muito interessante, uma vez que temos as questões do bioma, questões culturais junto à competência do produtor que está lá”, ressalta Nogueira.

 

O diretor do Sindicato Rural de Campo Grande e presidente do Movimento Nacional dos Produtores (MNP), Rafael Gratão, valoriza a iniciativa do Rally da Pecuária, que já percorreu propriedades de Nova Andradina, Aquidauna, Campo Grande e Três Lagoas, em MS. “Os dados do Rally da Pecuária são importantes para fazermos um raio-x do setor, verificarmos para onde está caminhando e de que maneira. Alertamos sempre que pequenos e grandes produtores precisam estar atentos a esses dados para saber se ele pode mesmo investir e se terá retorno. O Brasil continua patinando em uma crise devido ao cenário político, e esse é mais um motivo de que se deve fazer as contas, de quanto custa produzir e quanto o frigorífico está pagando por esse boi”, esclarece Gratão.

 

Com transmissão ao vivo pelo Agricultura BR, do Canal do Boi, o evento no Sindicato Rural de Campo Grande, contou com a participação de produtores rurais, representantes de classe, patrocinadores do Rally da pecuária e técnicos do setor.

 

Diego Silva - Agro Agência Assessoria

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