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Campo Grande, 06 de fevereiro de 2012
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14º Encontro Técnico do Leite

Uma palestra que marcou o Encontro do Leite foi a do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Fermino Deresz, que abordou a importância de tratar a pastagem como cultura. “Devemos alimentar a pastagem, através de adubação, manejo correto e administração de piquetes. O leite a pasto é a maneira mais barata de se produzir”, garantiu. “Se a pastagem não tiver uma cobertura de forragem, o gado pode pastejar por 18 horas que vai ficar com fome. É preciso adubar o pasto, fazer silagem para o clima seco e o produtor precisa ser questionador. Não existe capim milagroso”, disse, lembrando que a taxa de lotação vai depender da qualidade do pasto. “É preciso alimento para o gado e também para as gramíneas responderem”, afirmou. Para o pesquisador Deresz, fator fundamental na produção leiteira é ter animais de produtividade comprovado, com um pasto que corresponda. “É a forma mais barata de se produzir, mas não existe essa ou aquela gramínea que vai garantir isso. Se não houver manejo adequado e adubação, a produtividade do pasto cai e, com isso, a renda do produtor de leite”, afirmou. Deresz explicou também que ainda no período das águas há necessidade de suplementação. “às vezes se observar produtores falando sobre a taxa de lotação, mas é necessário destacar que a taxa não é contínua, ela possui variações durante o ano, de acordo com a disponibilidade de nutrientes no solo, água e forragem”, afirmou o pesquisador da Embrapa Gado de Leite. Quem falou sobre a Clínica do Leite, da Esalq/USP, Centro de Estudos avançados em gestão da produção e qualidade do leite foi o pesquisador da instituição, Augusto Cesar Lima da Silva, que abordou o desenvolvimento de softwares gerenciais, com estudo de fatores que afetam a eficiência produtiva de rebanhos leiteiros. Outro participante foi Bruno Campos de Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, doutor em Ciência Animal, palestrando sobre o manejo reprodutivo de vacas em pastejo, no qual falou sobre a proporção de vacas em lactação, produção diária em fazenda, número de crias produzidas ano e novilhas para a reposição. Um dos fatores abordados foi o risco de manter animais improdutivos e o seu custo de reprodução. “No início da lactação, vacas mestiças devem ser manejadas de forma que percam no máximo 0,5 pontos de ECC. Vacas que perdem mais de 0,5 ponto de ECC no início da lactação apresentam menor fertilidade e maior tempo para dar o primeiro cio pós-parto”, disse Bruno, se referindo ao ECC – Escore de Condição Corporal. Bruno também fez uma comparação nos sistemas de acasalamento. “Na inseminação artificial, temos maior ganho genético e uso de sêmen de touros de raças não adaptadas, mas a qualificação de mão de obra é um problema. Na monta natural há menor custo, mas riscos de acidentes e limitação no uso de touros taurinos. O produtor precisa avaliar o que melhor atende as necessidades da propriedade rural, de acordo com o projeto implantado e condições de manejo tecnológico e de recursos para investimentos” afirmou Bruno Campos de Carvalho, lembrando que cada fazenda possui fatores diferenciados e o uso de cada tecnologia deve ocorrer com observação rigorosa. Ao citar a IATF-Inseminação Artificial em Tempo Fixo, Bruno destaca que o fator suplanta as questões de observação do cio, desde que superado o fator qualificação profissional. “Entretanto, deve-se lembrar, que o protocolo de IATF, não vai corrigir falhas de manejo, principalmente nutricional. Não vai haver resposta adequada, mesmo com a genética mais aprimorada, se não tivermos condição ambiental e alimentar para que os animais expressem seu potencial genético”, explicou.

24º Encontro de Tecnologias para Pecuária de Corte

No dia 18 de abril de 2011 o Sindicato Rural de Campo Grande promoveu a 24ª edição do Encontro de Tecnologias para Pecuária de Corte com abordagem de vários temas ligados à produção e tecnologia voltada para a carne bovina. Entre os temas tratados estão a governança e sucessão familiar, o mercado nacional e internacional para a carne, o Código Florestal Brasileiro, o confinamento e a sustentabilidade na produção agropecuária. Eduardo Riedel, presidente da Famasul e do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, ministrou uma palestra sobre a sucessão familiar, fator que permeia as discussões entre os seus membros e pode afetar a perspectiva de continuidade dos estabelecimentos rurais ao longo das gerações e seus elementos que influenciam mudanças. Também vai falar sobre a governança, algo que converte para a necessidade de novos enquadramentos sociais, como uma forma de se ter melhor compreensão das transformações contemporâneas das comunidades rurais. É impossível falar em carne bovina brasileira, sem falar em exportações e mercado interno. “O produtor rural precisa conhecer este mercado e ficar atento ao que acontece internamente e, também na venda de outros tipos de carnes. O fato é que tudo está interligado”, disse João Pedro Cuthi Dias, consultor da BM&FBovespa, convidado a falar sobre os mercados da carne. O Código Florestal Brasileiro, resultado do relatório do deputado federal pelo PC do B/SP, Aldo Rebelo, foi o tema abordado pelo zootecnista Ocimar Vilela. “Durante a palestra analisamos o tema, não só pelos aspectos ambientais, mudanças climáticas, conservação, mas principalmente do ponto de vista da produção rural, da segurança alimentar e a importância para um país que tem na produção de commodities um dos seus fortes econômicos e porque é fundamental este debate acontecer sem paixões”, disse Vilela. A utilização e instalação de confinamento é a abordagem da palestra ministrada pelo médico veterinário e consultor de negócios pecuários, Rodrigo Spengler. “O confinamento é uma atividade que está crescendo, cada vez mais o interesse é maior e o médio e o pequeno produtor podem também estar inserido neste tipo de negócio”, explicou. A sustentabilidade foi tratada de forma específica para a pecuária de corte brasileira, de forma que o produtor rural possa se visualizar e se integralizar, juntamente com sua propriedade e colaboradores, ao processo. Este é o contexto da palestra de Cláudio Maluf Haddad, engenheiro Agrônomo, doutor em Solo e Nutrição de Plantas pela Esalq. O professor Haddad debateu os aspectos da sustentabilidade focada na produção pecuária. O encontro contou também com a palestra “Aspectos e Exigências do Trabalho no Campo”, a NR 31. O tema foi abordado pelo engenheiro agrônomo, instrutor do Senar-MS e especialista em Segurança no Trabalho, Alberto Ribeiro de Almeida Cunha Soares. A exigência tem deixado de EPI – Equipamentos de Proteção Individual tem preocupado a classe patronal rural.

Toma posse a nova diretoria do Sindicato Rural de Campo Grande triênio 2010-2013

Atender os anseios da classe produtora. Com essa meta o novo presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Ruy Fachini Filho, assumiu a presidência da entidade no dia 8 de março de 2010. Entre as principais questões pelas quais se comprometeu a lutar está uma melhor remuneração ao produtor, que nos últimos anos vem caindo a cada mês. “Hoje, o grande problema da agropecuária brasileira é o alto custo de produção”. Para driblar este entrave, Fachini disse que vai dar continuidade a um projeto iniciado por seu antecessor, José Lemos Monteiro (Zeito), de formar uma cooperativa de produtores. “Tenho a consciência de que não poderei fazer nada sozinho e estou certo de que posso contar com os meus diretores, associados e funcionários deste Sindicato”, disse em seu discurso. O novo presidente lembrou ainda de que vai ter de contar com o apoio de gestores públicos, na ocasião ele citou o governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB) e a secretária de Produção, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias. Fachini disse que durante os anos que participou do Sindicado como membro da diretoria teve a oportunidade de aprender muito como os presidentes que dirigiram a instituição. “É uma honra ocupar esse cargo no qual já estiveram Eduardo Metelo, Hélio Coelho, Arthur D´Ávila e outros”. LUTA SINDICAL Em seu discurso de despedida do cargo de presidente, Zeito destacou a importância do ambiente sindical na capacitação, formação e defesa do produtor rural. Fazendo menção dos recentes acontecimentos que têm afetado a classe produtora ele disse que a única deficiência reside nos próprios produtores rurais, “e é justamente a falta de participação”. “Peço a todos que se programem para poder dedicar, pelo menos, 10% do tempo para a política classista. Senão fizermos, continuaremos a vender nossos produtos abaixo do custo de produção”, alertou. O ex-presidente do Sindicato Rural de Campo Grande convocou os produtores presentes a usarem das ferramentas já existentes é inovar nas estratégias de assegurar a defesa dos interesses da classe. “A verdade é que estamos empobrecendo”, argumentou. “A classe carece de uma organização comercial maior. Somos donos da matéria-prima que inicia a cadeia produtiva da carne” , continuou. Eduardo Correa Riedel, presidente interino da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul), disse que uma das missões que Ruy Fachini terá, juntamente com a Famasul e outras entidades do setor sindical, vai ser a de mostrar para a sociedade brasileira a importância que o produtor rural tem para o país. Ele lembrou que a agropecuária emprega 35% da força de trabalho e é responsável pelo superávit da balança comercial. “Contudo, a classe é mal vista pela população. Temos de nos organizar e fazer com que a sociedade tenha orgulho da agropecuária de nosso país”. Riedel lembrou que Zeito teve uma grande participação em questões fundamentais do agronegócio de Mato Grosso do Sul, e citou a elaboração da Lei de Sanidade Animal. Ele já adiantou que o Monteiro não vai parar de atuar no movimento sindical e disse que na Comissão de Pecuária de Corte da Famasul, da qual Zeito é presidente, há muito trabalho a sua espera. “Zeito sempre traz questões pertinentes”, destaca. Estiveram presentes à cerimônia de posse do novo presidente do Sindicato Rural de Campo Grande as seguintes autoridades: os deputados estaduais Pedro Teruel (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB); o ex-prefeito de Aquidauana, Felipe Orro; a diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Galvão Carrijo; a presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Sibele Luzia de Souza Cação; o superintendente Federal de Agricultura, Orlando Baez, entre outras.

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